Dados do município/localização

Fundação: 22/07/1911
Emancipação Política: 22 DE JULHO
Gentílico: JUAZEIRENSE
Unidade Federatíva: CE
Mesoregião: SUL CEARENSE
Microregião: CARIRI
Distância para a capital: 491,00

Dados de características geográficas

Área: 248,00
População estimada: 276264
Densidade: 1.114,00
Altitude 377
Clima: TROPICAL AS
Fuso Horário: UTC-3

Origem

O topônimo "Juazeiro" tem origem na denominação de árvore típica do semiárido brasileiro, cujo nome científico é Zizyphus joazeiro. Juazeiro é uma palavra de origem híbrida (tupi e português): "juá" ou "iu-á" (fruto de espinho) e o sufixo "eiro"[13]. O município adotou o atual nome em 30 de dezembro de 1943, por meio do decreto estadual n° 1.114. Juazeiro do Norte era inicialmente um distrito da cidade vizinha Crato, até que o jovem Padre Cícero Romão Batista resolveu se fixar como pároco no lugarejo, até então sem capelão e, portanto, sem os serviços religiosos. Padre Cícero foi um dos responsáveis, tempos depois, pela emancipação e independência da cidade. Por conta do chamado "milagre em Juazeiro" (quando Padre Cícero deu a hóstia sagrada à beata Maria de Araújo, a hóstia se transformou em sangue), a figura do padre assumiu características místicas e passou a ser venerado pelo povo como um santo. Hoje a cidade é a segunda do estado e referência no Nordeste graças ao padre.

História

Tabuleiro Grande Em 1827, o padre Pedro Ribeiro de Carvalho construiu uma capela em louvor a Nossa Senhora das Dores, próxima à estrada real que ligava o Crato a Missão Velha. Esta capela foi erguida em frente a um frondoso juazeiro, o que viria, posteriormente, a denominar a cidade. O padre cede terrenos para a construção de casas em torno da capela, assim nascendo o povoado de Tabuleiro Grande, que não passava de um aglomerado de casas de taipa e algumas de tijolos convergindo para a capela. O povoado era um mero entreposto e servia de ponto de apoio para aqueles que se dirigiam ao Crato, tendo um desenvolvimento lento antes da chegada do Padre Cícero.[14] No Natal de 1871, Padre Cícero recebeu o convite para rezar a missa do galo no povoado. Era para ser apenas uma celebração, mas em 11 de abril de 1872, o padre retornaria a Tabuleiro Grande, acompanhado de alguns familiares para se fixar no povoado. Segundo o próprio padre, a decisão decorreu de um sonho, onde viu Jesus Cristo e os doze apóstolos sentados a uma mesa, em seguida uma multidão de peregrinos marcados pela fome e pela dor adentra no local, então Jesus Cristo diz estar decepcionado com a humanidade, mas que está disposto a fazer um último sacrifício para salvar o mundo, então vira-se para o padre e ordena: "E você, Padre Cícero, tome conta deles". Com o lema "cada casa uma oficina, cada oficina um oratório", logo que chegou, o sacerdote tratou de mudar os costumes profanos do local e tornar comum a prática dos sacramentos. Inspirado por Padre Ibiapina, Padre Cícero criou as Casas de Caridade, organizações tocadas por beatas e que visavam a levar educação, saúde e auxílio religioso ao povo. As Casas de Caridade se espalharam pelo entorno de Juazeiro, sendo a mais famosa delas situada no Sítio Caldeirão sob o comando do beato José Lourenço. Inúmeras oficinas foram criadas, com destaque para as de produção de velas, imagens sacras e calçados. O jeito simples e carismático do padre contagiava a população que cada vez mais se entregava à religião e ao trabalho. O milagre da hóstia Durante uma missa em 1.º de março de 1889, Padre Cícero ministrava a comunhão aos fiéis; quando ministrou o sacramento à beata Maria de Araújo, a hóstia se transformou em sangue.[15] O fato teria se repetido diversas vezes durante cerca de dois anos. A população logo atribuiu ser um milagre. Padre Cícero, cauteloso, pediu à diocese que enviasse uma comissão para investigar o fenômeno e pediu aos fiéis que não comentassem a respeito do mesmo, porém este pedido foi em vão, visto que a notícia logo se espalhou por todo o Nordeste e em uma rapidez extraordinária chegou ao Sul do Brasil. A comissão era formada pelo Marcos Rodrigues Madeira (médico do Rio de Janeiro), Ildefonso Correia Lima (médico e professor da Faculdade do Rio de Janeiro), Joaquim Secundo Chaves (farmacêutico), e diversos padres da região. Após longos estudos, inclusive podendo testemunhar o fenômeno da transformação por diversas vezes, a comissão concluiu que o "facto da ordem dos observados não podem ser explicados pelo jogo natural dos agentes naturais, sendo forçoso aceitar a intervenção de um agente inteligente oculto que represente a causa, o qual, no caso em questão, acredito em ser Deus" (trecho de carta escrita por Ildefonso Correia Lima e reconhecida a letra em firma pelo cartório do Crato). Apesar da comissão provar que não existia explicação para o fenômeno, o bispo Dom Joaquim enviou uma segunda comissão liderada pelos padres Alexandrino de Alencar e Manuel Cândido para analisar o caso. Esta comissão declarou que o fenômeno era uma farsa. Baseado no segundo relatório, Dom Joaquim mandou enclausurar a beata Maria de Araújo em um convento e suspendeu as ordens sacerdotais de Padre Cícero. O milagre de Padre Cícero atraiu para Tabuleiro Grande um grande número de pessoas. Com isso, o povoado cresceu bastante, com a abertura de novas ruas e a construção de casas, tudo no entorno da fé popular. Surgiam os pequenos negócios com melhores perspectivas e o Padre Cícero sempre aconselhando: “em cada casa um santuário e em cada quintal, uma oficina”. Os espaços sagrado e econômico se entrelaçaram com o trabalho e a fé caminhando juntos a ponto de servir como alicerce para o desenvolvimento de Juazeiro. Emancipação Desde o início do século XX, Tabuleiro Grande buscava desvincular-se do Crato, tendo como argumento principal o fato de que o povoado se tornara maior e mais importante que a sede. De fato, Tabuleiro Grande apresentou um crescimento surpreendente, chegando a rivalizar até mesmo com a capital Fortaleza. O movimento em prol da emancipação ganhou força em 1909, com a chegada do Padre Alencar Peixoto e de José Marrocos, ambos fundaram o jornal "O Rebate", o qual se tornou o principal difusor do projeto[16]. No mesmo ano, houve uma greve geral da população, causando prejuízos à economia do Crato[17]. Em 1910, foi organizada uma passeata pela emancipação, reunindo aproximadamente quinze mil pessoas[17]. Em 22 de julho de 1911, a emancipação é concedida através da lei n° 1.028[8], a vila criada passa a se chamar Juazeiro, e Padre Cícero é eleito o primeiro prefeito[18]. A Lei Estadual n.º 1.178, de 23 de julho de 1914, eleva a vila de Juazeiro à categoria de cidade, com a mesma denominação. A denominação "Juazeiro do Norte" só veio com em 30 de dezembro de 1943, por meio do Decreto Estadual n° 1.114. Sedição de Juazeiro Em 4 de outubro de 1911, Padre Cícero e outros dezesseis líderes políticos da região firmaram um acordo de cooperação entre si e apoio ao governador Antônio Pinto Nogueira Accioli. Tal evento ficou conhecido como pacto dos coronéis e representa um marco na história do coronelismo brasileiro[17]. No ano seguinte, o então presidente da República Hermes da Fonseca depôs o governador Nogueira Accioli e nomeou o coronel Marcos Franco Rabelo como interventor do Ceará. Houve eleição apenas para vice-governador onde Padre Cícero foi o escolhido. Depois de assumir o posto, Franco Rabelo rompe com o Partido Republicano Conservador (PRC) e passa a perseguir Padre Cícero, chegando a destituí-lo da prefeitura de Juazeiro e a mandar um batalhão da Polícia estadual prender o padre. Então, o médico Floro Bartolomeu (braço direito do padre) reuniu jagunços e romeiros para proteger Padre Cícero[19]. Em apenas uma semana, os romeiros cavaram um valado de nove quilômetros de extensão cercando toda a cidade e ergueram uma muralha de pedra na colina do Horto, a fortificação recebeu o nome de "Círculo da Mãe de Deus" [20]. O batalhão ao ver que seria impossível romper o círculo, recuou e pediu reforços. Um contingente muito maior foi enviado a Juazeiro, levando consigo um canhão para derrubar a muralha que protegia a cidade, porém, o canhão falhou e os romeiros armados apenas com algumas espingardas, facas, foices e muita fé venceram os invasores. O canhão foi tomado e está exposto até hoje no "Memorial Padre Cícero". Floro Bartolomeu consegue então o apoio do Presidente Hermes da Fonseca e do Senador Pinheiro Machado, e parte para Fortaleza com o intuito de derrubar o governador. No caminho, os romeiros tomam o poder de Crato, Barbalha, Estação Afonso Pena (próxima a Iguatu), Messejana, Maracanaú e Maranguape, fechando todas as entradas da capital, enquanto uma esquadrilha da Marinha de Guerra capitaneada pelo Cruzador Barroso impõe um bloqueio marítimo à cidade. Franco Rabelo é deposto e eleições são convocadas onde Benjamim Liberato Barroso é eleito governador e Padre Cícero mais uma vez eleito vice. Vitoriosos, os romeiros retornam a Juazeiro desarmados e desocupam as cidades tomadas durante a sedição. Batalhão Patriótico Em 1925, a coluna Prestes percorria o interior do Brasil. O governo federal montava diversos grupos armados para combater o bando. Na região o encarregado de organizar a milícia foi o médico Floro Bartolomeu, que criou o chamado Batalhão Patriótico. Para fortalecer o grupo, Floro teve uma ideia inusitada: convidar o temido cangaceiro Lampião para integrar o Batalhão Patriótico. Como argumentos, o caudilho usou o nome de Padre Cícero e ofertou a anistia ao bando de Lampião. Em 1926, Lampião chegou em Juazeiro, acompanhado de quarenta e nove homens com o intuito de servir ao Batalhão Patriótico. Ao contrário do que os cangaceiros achavam, Padre Cícero somente ficou sabendo do acordo alguns dias antes da chegada do bando a Juazeiro. Em outra versão, defendida pelo historiador Billy James Chandler, o convite teria sido feito pelo próprio sacerdote[21]. Como Floro Bartolomeu estava no Rio de Janeiro em tratamento médico, o general das forças juazeirenses Pedro de Albuquerque Uchoa foi o encarregado de conceder a patente de capitão ao cangaceiro. Ao encontrar Lampião e seu bando, Padre Cícero recomendou que abandonassem o cangaço e que passassem a respeitar as leis. Uma de suas frases mais conhecidas foi proferida nesse encontro: "Quem matou não mate mais, quem roubou não roube mais". Os cangaceiros deixaram Juazeiro sem receber a anistia prometida e sem nunca enfrentar a coluna Prestes.

Cultura

Cultura Juazeiro é uma cidade de grande efervescência cultural. Pesquisa feita pela UFRJ em todo o país e divulgada em março de 2009, constatou que a cidade de Juazeiro do Norte é a maior em população envolvida em atividades culturais. Esse caldeirão de cultura, tem registrados junto a secretaria de cultura do estado, 72 grupos de cultura popular. Existem vários grupos folclóricos de reisado, maneiro-pau e malhação de Judas, entre outros. A literatura de cordel e a xilografia também são bastante difundidas, especialmente em função da Academia de Cordelistas de Juazeiro do Norte e a editora Lira Nordestina da Universidade Regional do Cariri. Na música, o forró sobressai como ritmo predominante, destacando-se Alcymar Monteiro, Luiz Fidélis e Santanna, músicos juazeirenses consagrados em todo o Nordeste do Brasil. Em 2001 Alcymar Monteiro, na época secretário de cultura, criou o Juaforró, uma festa junina que hoje está entre as maiores do gênero. O repente é muito popular, especialmente em época de romaria, ocasião em que os violeiros saem pelas ruas fazendo versos e desafios de rimas. Outros ritmos conquistaram espaço em Juazeiro, como é o caso do rock, axé e Música eletrônica, existindo várias bandas independentes. As escolas públicas de Juazeiro mantêm a tradição das fanfarras, sendo que nas comemorações da independência do Brasil elas desfilam pela cidade. Outra tradição mantida é a da rabeca, instrumento arcaico semelhante ao violino, havendo inclusive uma orquestra de rabecas em Juazeiro. A fotografia é uma das artes que também tem destaque. Há evidência para temas ligados a cultura e a religiosidade. Destacam-se fotógrafos como Tiago Santana que publicou o livro "Benditos"[42], Dada Petrole, que teve o livro "Moderatrix Cariri" premiado em segundo melhor trabalho do ano da University of Applied Science – De Design (Fachhochschule Münster FB Design), e concurso ADC 2007 como o único projeto de na categoria “Fotografia e concepção”, prêmio oscar do Design na Europa[43]. O artesanato é um dos maiores expoentes culturais do município, tendo inclusive grande participação na economia de Juazeiro. O Centro Cultural Mestre Noza abriga um vasto acervo de peças artesanais. O teatro se desenvolveu bastante a partir do final dos anos 1990. Até então, não existia nenhum teatro, atualmente são três. Além disso, os grupos teatrais se proliferam. A dança é extremamente representada pela cultura popular dos reisados, bandas cabaçais e lapinhas. Desde 2006, a Alysson Amâncio Companhia de Dança desenvolve um trabalho de dança contemporânea. Com a criação da Associação Dança Cariri, várias ações foram iniciadas para pesquisa e produção da dança cênica, ganhando editais estaduais e nacionais como Prêmio Klauss Vianna 2008 e 2009. O Juazeiro também conta com a melhor escola de ballet da região, o Ballet Rocha. Que iniciou as suas atividades em 2006 e desde então vem realizando trabalhos com competência visando a dança clássica. O Ballet Rocha também conta com um espaço estruturado e profissionais qualificados. Ao final de cada ano, o Ballet Rocha apresenta espetáculos encantando o público com a graciosidade e leveza que o ballet proporciona. A religiosidade popular é marcante. Milhões de romeiros se dirigem a Juazeiro para orar e para pagar promessas. Para se ter uma ideia da importância da religião para o município, todos os museus da cidade são de cunho religioso e existem, ainda, várias casas de milagres (locais onde os fiéis depositam peças representativas de milagres que acreditam ter alcançado). Na colina do Horto, ponto mais alto de Juazeiro, foi erguida uma estátua do Padre Cícero com 27 metros de altura, a quarta maior do mundo. Ainda no Horto, está o Museu Vivo do Padre Cícero com réplicas em cera de personalidades do município como Maria de Araújo, José Marrocos, Floro Bartolomeu, Aureliano Pereira e o próprio Padre Cícero. Joaquim Rodrigues dos Santos, mais conhecido pela alcunha de "Seu Lunga", é um comerciante que faz parte da cultura popular de Juazeiro devido as diversas anedotas e cordéis associados ao seu temperamento. "Seu Lunga" faleceu em 22 de novembro de 2014, aos 87 anos de idade. Arquitetura e urbanismo Juazeiro cresceu de forma desordenada devido ao progresso rápido, em especial o Centro da cidade que passou por rápidas transformações sendo poucos os prédios antigos preservados. A arquitetura antiga ainda conta com a antiga Estação Ferroviária, localizada na Praça dos Ourives; a Coluna da Hora, destaque central da Praça Padre Cícero; O casarão da Família Bezerra de Menezes, e dois casarões pertencentes ao Padre Cícero, onde atualmente funcionam museus dedicados ao sacerdote. A arquitetura moderna conta com um rápido processo de verticalização. O urbanismo é limitado nas áreas já ocupadas, mas algumas ruas ao longo dos últimos anos foram alargadas. Os bairros mais distantes e planejados recentemente contam com avenidas largas ainda em desenvolvimento. O parque Ecológico das Timbaúbas faz parte deste contexto urbanístico com a preservação ambiental em perímetro urbano numa área detentora de importante manancial hídrico, entretanto poluído por falta de uma boa rede de esgotos. Tal área é conhecida como Várzea das Timbaúbas, entretanto seu espaço preserva apenas pequena parte da área total desta várzea. Pontos culturais Centros culturais Centro Cultural Banco do Nordeste: Mantido pelo Banco do Nordeste, possui teatro, centro de exposições e biblioteca. Realiza diariamente apresentações teatrais e musicais, além de exposições de artes plásticas, fotos e peças artesanais. Centro Cultural Mestre Noza: Localizado no prédio da antiga cadeia pública, abriga artesãos do município e promove exposição permanente de suas obras. Museus Memorial Padre Cícero: Recria a história de Juazeiro reunindo fotos, documentos e objetos históricos. No Memorial, estão panos usados para enxugar o sangue derramado no suposto milagre da hóstia e o canhão tomado na Sedição de Juazeiro. Museu Vivo do Padre Cícero: Misto de museu e casa de milagres, apresenta esculturas em cera de personalidades do município e peças depositadas por romeiros como representação de milagres. No acervo, destacam-se uma camisa da seleção brasileira de futebol assinada por Djalminha e uma camisa do Clube de Regatas Flamengo assinada pelo diretor de futebol da equipe. Museu Padre Cícero: Localizado na casa onde o sacerdote viveu, o museu reúne seus objetos pessoais. Museu Monsenhor Murilo Localizado na rua Padre Cícero, o museu está localizado em sua própria casa onde morou por muitos anos. Bibliotecas Biblioteca Municipal de Juazeiro do Norte? Atualmente em reformas, funciona em um edifício com andar superior no centro da cidade. ;Teatros Teatro Marquise Branca: Inaugurado em 2001, localiza-se em um dos prédios mais antigos de Juazeiro que estava abandonado há anos.

Divisão Política

O Poder Executivo do município de Juazeiro do Norte é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários. O Poder Legislativo é exercido por 21 vereadores que compõem a Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, tendo como funções fiscalizar o executivo e discutir as leis no âmbito municipal. O Poder Judiciário se faz presente na cidade com a Justiça Federal (uma vara e um juizado especial), Justiça Estadual (cinco varas e dois juizados especiais), Justiça do Trabalho (três varas) e Justiça Eleitoral (duas zonas eleitorais). Juazeiro do Norte possui o terceiro maior colégio eleitoral do Ceará com 174 809 eleitores, em maio de 2020.[31] O município é composto pela sede e pelos distritos Padre Cícero e Marrocos. O livro Juazeiro do Norte - Seu espaço físico, do engenheiro Mário Bem Filho, atualiza a cada edição os novos bairros ilustrado em mapa. Recentemente, sítios como o Carité passaram a condição de bairro. Áreas adjacentes a Fábrica da Cajuína São Geraldo, passaram a constituir o Bairro São Geraldo; o Bairro do Socorro é o menor bairro em extensão territorial; Frei Damião e Campo Alegre - são os dois maiores; as antigas Vilas Fátima e Três Marias passaram a condição de bairros. Mesmo com estas atualizações, no último censo demográfico realizado pelo IBGE em 2010, a cidade estava dividida em 37 bairros, com a população a seguir: Bairro População João Cabral 17.859 Pirajá 14.800 Frei Damião 14.677 Salesianos 13.879 Timbaúba 12.446 Franciscanos 12.390 Limoeiro 12.143 Pio Xii 11.099 Juazeiro de Norte (demais Setores) 11.001 Tiradentes 10.107 São José 10.061 Triângulo 9.632 Pedrinhas 9.198 São Miguel 8.261 Romeirão 7.110 Santa Teresa 6.926 Antônio Vieira 6.858 Jardim Gonzaga 6.139 Santo Antonio 6.011 Centro 5.706 Lagoa Seca 5.136 Horto 5.073 José Geraldo de Cruz 4.640 Juvêncio Santana 4.296 Fátima 3.833 Novo Juazeiro 3.471 Leandro Bezerra de Menezes 3.239 Socorro 2.421 Campo Alegre 2.401 Três-marias 2.201 Betolândia 2.076 Salgadinho 1.301 Aeroporto 1.096 Carité 938 Brejo Seco 900 Planalto 345 Cidade Universitária 269 Em 2009, foi criada outra divisão, na forma de seis subprefeituras (SP), tendo sido extinta posteriormente: SP1: Bairros Lagoa Seca, Jardim Gonzaga, Frei Damião, Antônio Vieira, Triângulo, Romeirão e São José. SP2: Bairros Centro, Salesianos, Socorro, Salgadinho, Vila Três Marias e Horto. SP3: Bairros São Miguel, Pirajá, Pio XII, Franciscanos e Santa Teresa. SP4: Bairros Limoeiro, Tiradentes, Novo Juazeiro, Betolândia, Planalto e Campo Alegre. SP5: Bairros Juvêncio Santana, Leandro Bezerra, Timbaúbas, Vila Fátima e Aeroporto SP6: Distritos Padre Cícero, Marrocos e toda área rural do município.[8].

Curiosidades

Geografia O município exerce forte influência sobre todo Sul do Ceará, sendo um importante centro de compras e serviços regionais. Todo este desenvolvimento resultou em uma grande integração com os municípios vizinhos de Crato e Barbalha. A vegetação predominante é a típica do semiárido, mais especificamente floresta caducifólia espinhosa. Em determinados pontos, existem matas de transição. O nome do município decorre de uma árvore bastante comum na região, o Juazeiro. Ao longo das margens dos rios existe a chamada mata de galeria, vegetação original caracterizada pela umidade em contraste com regiões adjacentes mais secas. Na área urbana a vegetação se resume às praças e parques, sendo a principal área verde, o Parque Ecológico das Timbaúbas, uma área voltada para o adensamento de bosques, visando a preservação de importantes mananciais hídricos ali localizados. É também uma área voltada para o lazer, tendo alguns equipamentos como pista de skate, espaço para cooper e anfiteatro. Com exceção da Serra do Horto e de uma depressão entre os bairros Timbaúbas e Limoeiro, o relevo do município é regular. A área onde a cidade foi erguida se localiza em um vale encravado na Chapada do Araripe. Clima A pluviosidade no município é de 1 133 milímetros anuais, com temperaturas que variam, conforme a época do ano e local, de mínimas de aproximadamente 22 °C até máximas de 33 °C. As médias térmicas mensais, no entanto, giram entre 24 °C e 27 °C. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1970, a menor temperatura registrada em Juazeiro do Norte foi de 11 °C em 17 de agosto de 1962,[22] e a maior atingiu 38,8 °C em 8 de novembro de 1961.[23] Os maiores acumulado de precipitação em 24 horas foram 120,8 mm em 26 de novembro de 1962 e 110,6 mm em 16 de março de 1963.[24] O menor índice de umidade relativa do ar foi de 13%, em 29 de novembro de 1970.[25] Problemas socioambientais Somente 52,2 % dos domicílios juazeirenses possuem esgotamento sanitário. O restante encaminha seus resíduos para fossas, ruas ou até mesmo para os rios da cidade. Em virtude disso, os dois rios que banham Juazeiro, Salgadinho e Carás, apresentam elevado grau de poluição. O abastecimento de água no município atinge 97,6% das residências e é garantido por poços profundos localizados no Parque Ecológico e pelos açudes Padre Cícero e Manuel Balbino [30]. A serra do Horto, onde se localiza a estátua do Padre Cícero, está bastante degradada em virtude do desmatamento e de construções irregulares no entorno da estrada que dá acesso à estátua. Existe um número considerável de favelas no município, algumas delas ocupando áreas de risco como por exemplo a Favela do Horto localizado na serra de mesmo nome. Não existe uma política clara com relação ao Plano Diretor, voltado a ações estratégicas e planificadas de crescimento. Há uma valorização das áreas em direção aos municípios em conurbação, em detrimento de outras áreas de natureza predominantemente rural, sem acesso asfaltado, e sem maiores perspectivas de crescimento econômico, a exemplo do Distrito de Marrocos. Juazeiro do Norte enfrenta problemas importantes de infraestrutura, resultantes do rápido crescimento urbano não acompanhado pela implementação de melhorias na mesma velocidade. Tem-se como consequências a diminuição da competitividade com outros centros. Algumas áreas da cidade são propensas a inundações como os bairros Timbaúbas, Limoeiro, Pio XII, Planalto e Pirajá.

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